A Magnólia

Um pouco fora do tema do momento deixo aqui um poema da Renata Correia Botelho, incluído na Telhados de Vidro Nº 12, Maio de 2009, Averno. Desta autora relembro que a dedicatória do seu primeiro livro, “Avulsos, por causa” em edição de autor e como separata do número Zero da revista Magma, é uma frase de As Rosas Mortas de Ana Teresa Pereira: “Afastou os lábios só um bocadinho e disse a palavra.”

A Magnólia

para a Ana Teresa Pereira

ágil, estalava a tarde lá fora,
nos passos seguros de quem não tem
temor aos versos. acabara ali

o verão selvagem dos teus olhos,
aquele lugar fundo de água
e de flores onde um cão zeloso

guarda ainda uma biblioteca
e o segredo maior da tempestade.
sem dizer uma palavra,

fui fechando atrás de mim
as alamedas de Manderley,
e saí para comprar uma magnólia.

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