O Labirinto do Medo

Enquanto não chega às livrarias o novo romance e o novo livro de crónicas de Ana Teresa Pereira (prometidos pela editora Relógio D’Água para Outubro/Novembro de 2004), recordo o extenso estudo da sua obra, escrito por Rui Magalhães, onde se lê (pag. 32):

Talvez que, paradoxalmente, às vezes, estar na margem da literatura possa ser motivo de orgulho objectivo e sinal de diferença. Há em Ana Teresa Pereira qualquer coisa que não se compadece com a facilidade do literário , que recusa, por exemplo, aquele artifício tão literário, que consiste em sugerir. Ana Teresa Pereira não sugere, enuncia, constrói situações, mesmo quando essas situações se assemelham quase perigosamente a estereótipos. Acontece frequentemente sentirmo-nos perante uma espécie de dejá vu (ou de já lido) mas, de repente, quando esse dejá vu nos parece relativamente confortável, tudo se transforma e o medo nasce.

Rui Magalhães, O Labirinto do Medo, Editora Angelus Novus, Braga, 1999
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