A minha ponte pra Ana Teresa Pereira

Infelizmente não entrei numa livraria e dei com “O Rosto de Deus”, nem nenhum amigo me falou d’ “A Coisa que Eu Sou”. Quem me fez a ponte pra eu chegar até aos livros de Ana Teresa Pereira, foi o poeta José Tolentino Mendonça. Lembro-me do poeta falar dos livros dela como livros que nos prendem do início até ao fim. Livros que nos tiram os pés do chão. Ele dizia, inclusive, que os levava , quando fazia as suas viagens de avião da Madeira até Lisboa. Ou seja, lia-os nas nuvens. Nessa altura fiquei convencida. Valia a pena procurá-los e lê-los. No entanto, mais convecida fiquei, quando eu lera uma das suas crónicas , pra o jornal O Público, mas especificamente pra a coluna Mil Folhas. Fala de uma conversa sobre livros (claro) com a escritora. Numa esplanada, ela perguntava-lhe, ” Já leste aquele livro da Iris Murdoch…? e a cada “não” que recebia, ela lá dizia, “Vai pra casa lê-lo!” Achei curiossíma. Assim fiquei logo a saber que ela vivia com os livros, com os antigos,… E entendi, então, as palavras dela:” Só sei escrever sobre escritores. Acho que não consigo imaginar a vida das pessoas que não escrevem, que não lêem.”

E eu também fui pra casa ler os livros de Ana Teresa Pereira.
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