o movimento estético

 

… da exposição “beauté, morale et volupté dans l’angleterre de oscar wilde” no musée d’orsay…
waterhouse, rossetti, burne-jones, whistler, godwin… e os aforismos de wilde… uma grande parte do universo da ana teresa pereira tornava-se palpavel, duas horas a percorrer as salas, quase como se estivesse a percorrer as paginas dos livros… uma exposição repleta de sensualidade… a beleza das coisas pela beleza das coisas…

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ana teresa pereira, a pantera e os monstros

comecei a ler ”a pantera” durante as férias em lisboa. e depois recomecei-o nos alpes.  personagens que ja conhecemos, regressaram de historias anteriores… os livros de ana teresa pereira aconchegam-me por se aproximarem tanto das coisas que gosto, daquilo que sou, da “estética do meu imaginario”. guardei a leitura das criticas ao livro para o final… e hoje revejo-me nas palavras da saturnine… apetecia-me tanto coisas novas, apetecia-me surpresa nos livros da ana teresa pereira, o aconchego que sinto começa a ser demasiado e o encanto esmorece…

durante as férias também chegou até mim, pelas mãos de uma amiga o livro trilingue e ilustrado “os monstros”,  incluido num pack dedicado a autores insulares. fico contente por poder mostrar a alguns amigos franceses a escritora de que tantas vezes lhes falei e que eles não podiam ler por não existirem traduções francesas. um optimo trabalho de nicole siganos não so pela tradução do texto, mas também pela “tradução do tempo e do silêncio” do livro… 

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Li anteontem A Pantera, de um só fôlego. Faltou qualquer coisa, não fascinou. Há algo que me intriga e que, por impossibilidade de distanciamento, não consigo discernir correctamente: é a autora que alterna textos belíssimos com outros claramente menores, ou é o meu vício que atenua o ecanto, apagando a cintilância da sua escrita?

Neste livro, uma vez mais, é a mesma história revisitada. Os escritores e as suas personagens, os seus demónios, o perpétuo combate entre ficção e realidade. Mas pensava que depois de Quando atravessares o rio o reaparecimento de Kate e Tom seria mais inequietante, levantando um pouco mais a ponta do véu, ainda que, com isso, descobrindo as sombras de outros monstros escondidos. Este livro soube-me a pouco, e ainda que me tenha parecido mais complexo do que à primeira vista pode parecer, o facto de não me ter impressionado irremediavelmente fá-lo parecer claramente menor.

Tenho achado que Ana Teresa Pereira exercita melhor a sua singularidade, nos últimos anos, quando se desprende dessa história antiga que ameaça tornar-se demasiado familiar para que possa inquietar ou angustiar. O seu estilo é mais refinado em obras como O Verão Selvagem dos Teus Olhos ou A Outra. Tenho vontade de ver, cada vez mais, outros castelos, outros jardins, outros fantasmas. Tenho vontade de voltar a surpreender-me com o inesperado.

 

 

 

 

 

 

 

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“Personne ne peut comprendre la coincidence miraculeuse entre ce que je lis et ce que je suis…”

in “Cet amour-là”, um filme de Josée Dayan

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Tom e o Jardim da Meia-Noite

(…)de Philippa Pearce, autora inédita entre nós, creio, Tom e o Jardim da Meia-Noite (1958), que um respeitável crítico inglês qualificou como a mais importante obra de literatura infantil na Inglaterra do pós-guerra. A tradução foi entregue a Ana Teresa Pereira, escritora que também tem um fraco por contos de fadas enigmáticos e personagens masculinas com o nome “Tom”.

Lido aqui e editado pela Relógio D’Água.

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La méduse endormie

Sexta-feira recebemos o vendedor de livros de saldos. Entre as  várias obras que nos apresentou estava uma de Art Nouveau. Livros sobre este assunto passaram-me pelas mãos vezes sem conta, mas aquele abri-o nas páginas certas e folheei-o toda a tarde, deslumbrada com as imagens, com as referências, com as cores das joias… e depois parei neste quadro de Fernand Khnopff e fiquei muito tempo a olhar para ele… “La Méduse Endormie”…

Fechei o livro e lembrei-me de uma viagem a Salamanca, uma cidade de livros, de encadernadores e que tem o maravilhoso Museo de Art Nouveau y Art Deco… nunca tinha associado a Arte Nova particularmente aos livros da Ana Teresa Pereira, mas nunca aqueles objectos, as joias, os quadros, fizeram tanto sentido no universo dela… sobretudo num fim de tarde de chuva e trovoada…

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Sobre Los monstruos

O livro de Ana Teresa Pereira “Os Montros” editado em três línguas (português, espanhol e francês) faz parte de um coffret especial de 12 livros com obras de “autores insulares”.

Para as pessoas interessadas em adquiri-lo o preço do coffret é de 25€ ao qual acresce o valor dos portes de envio de aproximadamente 16€.

O coffret pode ser adquirido no MAC- Museu de Arte Contemporânea do Funchal, através do contacto 291213342. A disponibilidade dos coffrets é limitada ao stock existente

Um grande obrigado à Patrícia Ribeiro (ex-Fnac), única pessoa (entre várias livrarias contactadas em Portugal e no estrangeiro) que respondeu ao nosso pedido, em nome individual.

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Festival Literário da Madeira

No primeiro Festival Literário da Madeira, que decorreu entre 1 e 3 de Abril, o nome de Ana Teresa Pereira (que foi convidada para o evento mas recusou) foi lembrado por Inês Pedrosa, na primeira mesa “Os escritores que fogem da fama”:

No espaço aberto a perguntas do público duas intervenções surpreenderam. A escritora Inês Pedrosa, que integra o elenco de 25 autores convidados para este primeiro Festival Literário da Madeira, lembrou Ana Teresa Pereira - a escritora madeirense editada pela Relógio d’Agua que foi convidada para o Festival mas recusou, tal como recusa qualquer entrevista ou participação em actos públicos.

Também referenciado pela Sara Figueiredo Costa

Entretanto o Luís Ricardo Duarte deixa-nos um pequeno excerto de Os Monstros:

Ainda sobre os escritores que fogem da fama merece destaque a intervenção do José Mário Silva.

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Novo livro – A Pantera

Lido primeiro aqui:

Como descrever um livro de Ana Teresa Pereira? Um homem e uma mulher, uma casa, muito nevoeiro, alguns fantasmas, várias obras de arte que remetem a narrativa para o mundo do cinema, do teatro, da música e das artes plásticas. É um universo único no panorama literário português e tem muito de labiríntico. É fácil entrar, mas difícil de sair. E no seu interior é possível encontrar múltiplos sentidos. Tudo isto, recorde-se, em doses regulares, já que a escritora mantém o seu ritmo de publicação anual.

A PANTERA
Ana Teresa Pereira
Relógio d’Água
28 de Abril

Se alguém tiver mais detalhes por favor avise.

 

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Edição trilingue de Os Monstros, de Ana Teresa Pereira

De Ana Teresa Pereira, acaba de sair em Espanha a novela Los monstruos, uma edição Horizontes Insulares. Trata-se de um projecto de arte e literatura contemporânea, apoiado pelo Governo das Canárias, para divulgação de trinta e seis autores de onze territórios insulares, que vão de Cuba a Cabo Verde.
O presente volume, dedicado à Madeira, conta com ilustrações de Eduardo de Freitas.
A obra, trilingue, tem tradução para espanhol de Ricardo Pérez Piñero e para francês de Nicole Siganos.
retirado daqui
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